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Má Oclusão Dentária: 3 Tipos e 5 Tratamentos Possíveis

A maioria da população sofre de má oclusão dentária e enquanto uns têm sintomas que incomodam e alteram o seu estilo de vida, outros vivem com o problema sem se darem conta de tal. Manter o problema, no entanto, pode originar condições mais graves.

Saiba mais sobre este problema de saúde oral, qual a sua causa, quais os tratamentos e como é feita a avaliação junto ao seu dentista.


O que é a oclusão dentária?

A oclusão dentária está associada à relação funcional entre os dentes, as gengivas, a articulação temporomandibular e todos os restantes componentes deste sistema. Manter o equilíbrio é essencial para a mastigação, a deglutição e a fonética.

Quando esta oclusão não se encontra num estado normal, dá-se a má oclusão dentária. Resumindo, a má oclusão está associada ao alinhamento anormal dos dentes superiores e inferiores; esta condição tem consequências para os seus dentes e para as funções dos mesmos.

Outra consequência da má oclusão dentária é a disfunção temporomandibular, um problema muito comum.


Quais os tipos de oclusão dentária?

Existem, essencialmente, três tipos de oclusão dentária:

  • Classe 1: a arcada superior encaixa-se perfeitamente com a arcada inferior;
  • Classe 2: a arcada superior é muito maior do que a arcada inferior, dando a sensação de a pessoa não ter queixo;
  • Classe 3: a arcada superior é muito menor do que a arcada inferior, dando a sensação de a pessoa ter um queixo muito grande;

Em alguns casos a má oclusão é pouco significativa e não necessita de intervenção, mas por vezes a consulta no dentista – e tratamento – é necessária.

Como é a oclusão dentária ideal?

Uma oclusão dentária ideal tem diversas características, nomeadamente ser centrada, manter uma distribuição proporcional das forças e ter um espaço entre dentes adequado. As peças da arcada superior também têm tendência a cobrir um pouco os dentes da arcada inferior.

Existem outras características, mas qualquer irregularidade deve ser analisada pelo seu dentista.


Quais as causas da má oclusão?

A má oclusão dentária pode surgir devido a diversas condições:

  • Alguns hábitos incorretos, como o uso do biberão, chuchar no dedo ou determinados movimentos da língua, podem causar a projeção dos dentes;
  • Defeitos na mandíbula, normalmente de nascença;
  • Falta de dentes;
  • Incompatibilidade entre o tamanho da mandíbula e dos dentes;

A condição mais comum é a incompatibilidade de tamanho.


Má oclusão dentária: quais as consequências?

A má oclusão dentária pode originar consequências significativas. Os problemas de oclusão dentária são o desgaste do esmalte e dos próprios dentes, desconforto em alguns movimentos, possível perda de dentes, dores de cabeça mais frequentes e problemas na articulação da mandíbula.

Aliás, a má oclusão pode originar a disfunção temporomandibular.

Esta condição pode, ainda, provocar o aparecimento do bruxismo. O bruxismo carateriza-se pelo apertar ou ranger dos dentes, podendo ocorrer durante o dia ou mesmo enquanto dorme. Não são conhecidas as causas exatas deste problema, mas a ansiedade, o stress, distúrbios de sono e a má oclusão dentária são fatores de risco para o seu aparecimento.

Se a má oclusão originar o bruxismo, o estilo de vida da pessoa irá sofrer algumas alterações, pois, por exemplo, após uma noite de sono, a pessoa pode acordar com enxaquecas. Quem tem bruxismo também sente estalidos e bloqueio do maxilar, assim como dores de cabeça mais frequentes.

A má oclusão dentária também pode estar associada a apneia do sono, uma condição em que a via aérea fica parcialmente obstruída durante o sono, provocando ressonar e pausas respiratórias.

Como é feita a avaliação?

Como já foi referido anteriormente, algumas pessoas conseguem ter uma boa qualidade de vida com a má oclusão dentária. No entanto, nem sempre isso é possível. Nesses casos, o primeiro passo é dirigir-se ao seu dentista para uma avaliação do problema.

O exame físico pode ser o suficiente para que o dentista tire as suas conclusões, mas por vezes podem ser necessários exames complementares.

Caso a má oclusão dentária seja identificada precocemente, o tratamento pode ser realizado com mais facilidade e os resultados podem ser eficazes. Numa fase tardia, os resultados não serão os mesmos.

Uma forma de detetar este problema com antecedência é através das consultas de rotina frequentes.


Qual o tratamento da má oclusão dentária?

Se chegou até aqui, provavelmente sente que está perante este problema. Se for o caso, marcar uma consulta com o seu dentista é a melhor opção. Mas para que vá informado e menos ansioso, vamos dar-lhe uma pequena abordagem sobre os tratamentos existentes.

Atualmente, devido aos avanços da tecnologia, existem tratamentos para a má oclusão dentária. A escolha do tratamento irá depender da gravidade do seu problema.

As possibilidades de tratamento para má oclusão são:

  • Aparelho Dentário: neste caso o objetivo será mover as peças dentárias para que ocorra um alinhamento adequado, normalmente usando aparelho dentário. Este aparelho deve ser usado, regra geral, de 6 meses a 2 anos, mas o tempo varia consoante a gravidade da situação. Durante o tratamento, se necessário, pode ser recomendada a remoção de dentes;
  • Facetas Dentárias: neste tratamento, os dentes são modificados a nível de comprimento, forma e superfície, com o uso de facetas. Deste modo, se a forma inadequada de uma peça dentária for o problema, o mesmo ficará resolvido;
  • Implante Dentário: por vezes o desequilíbrio surge devido à falta de dentes. Se for o caso, os implantes podem ajudar a restabelecer o equilíbrio da boca e, consequentemente, resolver a oclusão dentária;
  • Goteira Oclusal: como já foi referido, uma má oclusão pode provocar problemas na articulação temporomandibular e, até mesmo, bruxismo. Nestes casos a goteira oclusal será indicada pois irá proteger as peças dentárias, principalmente nos movimentos inconscientes durante o sono;
  • Cirurgia Oral: em casos mais graves, as opções acima podem não ser o suficiente para colocar os dentes no local correto, portanto resta a cirurgia;