Natação e dentes: porque é que a destartarização é a melhor amiga de quem nada
Há uma ideia que circula com frequência: a de que nadar faz mal aos dentes. Para os milhares de portugueses que treinam em piscina várias vezes por semana — dos atletas federados às famílias com filhos na natação — vale a pena separar o mito do que a ciência realmente diz.
A boa notícia é simples: o problema nunca é a natação. É a manutenção da piscina. E, quando surge, tem solução.
O que acontece dentro da boca de quem nada
A água tratada das piscinas costuma ter um pH mais alto do que a saliva. Quando esse equilíbrio se descontrola — em piscinas mal cuidadas, com cloro a mais ou regulação descuidada —, as proteínas da saliva degradam-se mais depressa e deixam os dentes menos protegidos. O resultado é um depósito que adere ao esmalte e que os profissionais conhecem por cálculo do nadador: um tártaro com tom acastanhado ou amarelado, sobretudo nos dentes da frente.
É daqui que nascem as manchas nos dentes que alguns nadadores notam ao fim de meses de treino intenso. Não é sujidade que se tira a escovar em casa — é tártaro mineralizado, que exige remoção profissional.
Em piscinas bem mantidas, com o pH dentro dos valores recomendados, este fenómeno simplesmente não aparece. Por isso é perfeitamente possível nadar durante anos sem nunca ter um único problema — desde que a água esteja em condições.

Quem está mais exposto
O risco aumenta a partir das seis horas de piscina por semana. É, portanto, o perfil dos nadadores de competição e de quem faz da natação um hábito sério, mais do que o de quem vai à piscina ocasionalmente.
A questão é que o cálculo do nadador raramente dói ou se vê bem ao espelho nas fases iniciais. Os dentes podem até parecer lisos e limpos — o cloro tende a dar essa sensação — e ainda assim estar a acumular depósito. Só um olhar profissional confirma o que está, ou não, a formar-se.
Porque é que a destartarização é a resposta certa
A destartarização é a remoção profissional do tártaro acumulado, feita em consultório com instrumentos próprios. Para quem nada, cumpre duas funções:
- Remove o depósito acastanhado que a escovagem não alcança, devolvendo aos dentes o tom natural.
- Previne que a acumulação evolua para problemas maiores, como cáries ou inflamação das gengivas.
Para um nadador regular, manter as destartarizações em dia não é uma questão estética pontual — é a forma mais eficaz de neutralizar, de raiz, o único efeito que a piscina pode deixar nos dentes.
Cuidados simples que fazem a diferença
Entre consultas, há gestos que protegem a saúde oral de quem treina:
- Escovar com pasta com flúor antes de entrar na água, para o cloro não aderir à placa.
- Bochechar com água doce ao sair da piscina.
- Manter a boca fechada durante as voltas, reduzindo o contacto.
- Manter as destartarizações regulares — e avisar o médico dentista de que se nada várias horas por semana, para acompanhar de perto.
Em resumo
Nadar não estraga os dentes. Uma piscina mal cuidada é que pode deixar marca — e, mesmo essa, resolve-se. Com destartarizações regulares e uma rotina simples de cuidados, quem ama a água pode continuar a nadar de sorriso intacto.
A Clínica Mint acompanha cada sorriso com a atenção que ele merece. Para marcar uma destartarização, contacte a equipa Mint.